Quem mora perto da praia conhece a sensação: a roupa demora a secar, o armário fica com cheiro de guardado e, em algum momento, o sofá também. O ar do litoral carrega umidade o ano inteiro, e o estofado funciona como uma esponja.

Como o mofo chega ao sofá

O tecido e a espuma absorvem um pouco da umidade do ar todos os dias. Em apartamento bem ventilado e com sol, ela vai embora. Em sala que recebe pouca luz, com a janela fechada boa parte do tempo, a umidade se acumula, e somada à poeira e à oleosidade do uso cria o ambiente ideal para fungos.

O mofo começa por dentro, no enchimento, e só aparece no tecido quando já está bem instalado.

Os sinais

  • Cheiro de guardado que fica mais forte em dia chuvoso ou quando a casa passa um tempo fechada.
  • Pontinhos escuros ou esverdeados na parte de trás, embaixo das almofadas ou na base do sofá.
  • Tecido frio e levemente úmido ao toque, mesmo sem nada ter sido derramado.
  • Espirro, coceira no nariz ou tosse logo depois de sentar.

O que não fazer

Passar pano com água sanitária mancha o tecido e não chega ao enchimento. Lavar o sofá com muita água piora: a espuma encharca e, em clima úmido, leva dias para secar, tempo de sobra para o fungo voltar mais forte.

O que resolve

A higienização por extração aplica o produto, solta o que está preso nas fibras e puxa de volta, junto com a água, a sujeira e os resíduos de fungo do tecido e da camada de cima do enchimento. Com pouca água e extração forte, o sofá fica só úmido e seca no mesmo dia.

Como evitar que volte

  1. Abrir as janelas todos os dias, mesmo que por pouco tempo, de preferência com ventilação cruzada.
  2. Afastar o sofá alguns centímetros da parede, principalmente se ela for externa.
  3. Usar desumidificador ou o modo "dry" do ar-condicionado nos meses mais úmidos.
  4. Higienizar a cada 6 meses quem mora perto do mar ou em apartamento com pouco sol.

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